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sábado, 28 de agosto de 2010

Que tola, eu sou.


Olhei para o relógio: Três da manhã. Estava deitada na minha cama. Encolhida, eu olhava para a janela, o vento que entrava por ali parecia estar mais frio hoje. Eu me encolhi ainda mais, pensando como você me doía toda vez que me deixava. Abaixei minha cabeça.
E, naquele silêncio gritante, senti aquela certa coisa me abraçando. Ela, tão fria, tão má estava ali do meu lado novamente. Eu deveria estar acostumada com a sua ilustre presença, mas toda vez que ela se aproximava com teu frio abraço, eu estremecia e me sentia cada vez mais só, e ela cada vez mais fria. Que tola eu sou.
Há alguns meses atrás, ela me avisou que voltaria, mais cedo ou mais tarde. Ela disse que no fim o último abraço seria o dela. Eu lembro claramente de quando havia dito que eu terminaria assim, sozinha, desiludida, sangrando. Que tola, eu sou. Desde o começo, desde sempre eu deveria me conformar.
E parmaneci daquele mesmo jeito; meus abraços envolviam meus joelhos, minha cabeça permaneceu baixa, e eu permaneci decepcionada e abraçada por ela, a eterna solidão.
Dedico a Gabriela, minha amiga romântica-água-com-açúcar e cobaia literária.


Quanto tempo, hein! Enfim, vou deixando aqui um textinho que achei esses dias perdido por minhas pastas no meu note. Não prometo postar com muita frequência, mas espero que vocês gostem do que escrevo aqui! Lembrando sempre, adoro elogios, críticas construtivas e sugestões. xx

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina ou ligo para o cvv às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum panaca qualquer choramingando coisas tipo preciso-tanto-uma-razão-para-viver-e-sei-que-essa-razão-só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá e me lamurio até o sol pintar atrás daqueles edifícios sinistros, mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?
Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia. Ela para e pede:
preciso tanto tanto tanto, cara, eles não me permitiram ser a coisa boa que eu era...

Caio F. Abreu

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ele estava lá, aliás, sempre esteve. Nos piores e melhores momentos da minha vida. E eu? Eu nunca percebi.


Era uma tarde não muito quente da primavera.
Eu me sentei na areia úmida, próxima ao mar. Me concentrei no doce agressivo barulho das ondas e no vento que soprava em meu rosto, fechei os olhos e me foquei apenas nos mesmos.
Senti alguém me envolvendo em seus braços, olhei para trás e era você. Você, que eu nunca dei a devida atenção merecida, o devido amor, a devida devoção. No mesmo instante, você encostou a minha cabeça em seus ombros, e nesse momento me senti totalmente segura. Era como se nada de mal existisse no mundo, você proporcionava todas as coisas boas que eu precisava.
Logo, tu passou as mãos em meus cabelos os acariciando, juntou as sombrancelhas com uma expressão de confusão - Oh minha pequenina, não fique assim, eu sempre estarei aqui, do teu lado, mesmo que as vezes não perceba. Eu sempre estive aqui, em todos os momentos. Eu presenciei todos os teus medos, as tuas angústias, as tuas dores. Eu sempre tentava te abraçar, mas você fugia. Parecia não querer a minha ajuda... Mas eu nunca deixei de olhar pra ti, de te proteger. Eu estava e estarei aqui o tempo todo, a qualquer momento tu sabes que pode conversar comigo. - Disse com sua delicada e tranquilizadora voz. Ele esboçou um sorriso de lado, e eu sorri tbm. Estava tão bom ficar ali, ele proporcionava tudo o que eu precisava... Fechei os olhos (...)
Quando os abri de novo, ele havia sumido. Senti o vento soprar meu rosto novamente e com a sensação de ser beijada em meus cabelos percebi que ele ainda estava ali, e sempre estará. Não fisicamente, mas esperitualmente. Ele sempre estará aqui, dentro de mim. Basta eu procurar, basta eu querer sentir a tua presença.



Havia guardado esse texto, há um tempinho e agora resolvi posta-lo. O que achas? Do que se trata, vocês decidem. Interpretem como quiser, afinal, tudo é interpretação.
PS: Ainda irei seguir e comentar todos os blogs que me seguem/comentem. Pode demorar um pouco, mas o farei.
 
By Biatm ░ Créditos: We ♥ it